Sargento da reserva da PM é condenado a mais de 6 anos de prisão por chefiar milícia armada na Bahia

Sargento da reserva da PM é condenado a mais de 6 anos de prisão por chefiar milícia armada na Bahia Arquivo Pessoal O policial militar da reserva Carlos Erl...

Sargento da reserva da PM é condenado a mais de 6 anos de prisão por chefiar milícia armada na Bahia
Sargento da reserva da PM é condenado a mais de 6 anos de prisão por chefiar milícia armada na Bahia (Foto: Reprodução)

Sargento da reserva da PM é condenado a mais de 6 anos de prisão por chefiar milícia armada na Bahia Arquivo Pessoal O policial militar da reserva Carlos Erlani Gonçalves Santos foi condenado a seis anos e oito meses de prisão por formar e manter uma milícia privada armada com atuação na região de Correntina, no oeste da Bahia. A decisão da Justiça foi divulgada nesta quarta-feira (5) pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). Segundo informações do MP-BA, a milícia armada era chefiada pelo PM, que era sargento aposentado da corporação. A Justiça também condenou José Carlos Alves dos Santos, que recebeu uma pena de cinco anos e quatro meses de reclusão pelo mesmo crime. Inicialmente, os dois cumprirão as sentenças em regime semiaberto. O sargento da reserva da Polícia Militar foi preso pela segunda vez em dezembro de 2025, durante a "Operação Terra Justa", deflagrada para desarticular a ação da milícia armada em terras tradicionais do oeste do estado. Na época, o mandado de prisão foi cumprido após uma decisão do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) suspender a liberdade concedida anteriormente. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Conforme a denúncia apresentada ao MP-BA, a milícia operou na região por mais de uma década. Eles utilizavam uma estrutura paramilitar, armamento, fardamento padronizado e postos de vigilância para intimidar e praticar crimes contra moradores de comunidades tradicionais. Agora no g1 Eles são apontados como os responsáveis por práticas violentas em conflitos agrários, além de destruir e chegar a expulsar pessoas de territórios tradicionais. A milícia agia por meio de empresas de segurança privada, sem autorização da Polícia Federal, para cometer os crimes. A sentença da Justiça reconheceu a comprovação da existência da estrutura armada, que tinha o objetivo de ameaçar e causar danos aos membros das comunidades. Além de comandar a milícia, o PM Carlos Erlani Gonçalves Santos administrava recursos, definia funções e controlava o armamento utilizado. O grupo atuou até a deflagração da "Operação Terra Justa", no ano passado, quando foram cumpridos mandados judiciais. Durante a ação policial também foram apreendidas armas, munições e equipamentos de comunicação. Durante a ação policial também foram apreendidas armas, munições e equipamentos de comunicação. MP-BA LEIA TAMBÉM: Advogada é alvo de operação por suspeita de ocultar patrimônio de facção criminosa na Bahia Homem é denunciado por suspeita de se masturbar em frente a crianças em ponto de ônibus no interior da Bahia Seis suspeitos morrem após confronto com a PM no sul da Bahia; submetralhadora artesanal e drogas são apreendidas Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻